Finalizando nossa sequência de três sexta-feiras dedicadas ao Mundo Feminino, (Paloma Oliveira e Rita Birindelli) confira entrevista exclusiva com Marta Empinotti, BASE Jumper há mais de 20 anos e sócia fundadora da APEX BASE.

Entrevista com Marta:

Nome: Marta Empinotti (Sócia fundadora da APEX BASE)
Profissão: Instrutora de BASE Jump e organizadora de eventos do esporte.
Esportes: BASE Jump, paraquedismo, vôo, escaladas, mergulho e yoga.
Competições: Já competi em eventos de BASE e paraquedismo, mas como competições não são o meu foco, não lembro quais.

 

O que o BASE é para você?
BASE é a liberdade do espírito, da alma, gerando assim felicidade completa e plena.

Como e porque começou no esporte?
Comecei o paraquedismo no Brasil em 1985. Na época morava num apartamento em Porto Alegre. olhava lá de cima para baixo e dizia que se eu soubesse que sobreviveria a queda, eu saltaria do meu apartamento.  Nesta época, nem sabia que existia BASE.  Quando me mudei para os Estados Unidos, no final de 1985, senti saudades dos meus amigos paraquedistas e comecei a saltar nos EUA.  Foi quando ouvi falar de um evento de BASE, chamado Bridge Day, onde se salta legalmente uma vez por ano.  Com 70 saltos de paraquedismo, fui para este evento em outubro de 1986 e fiz o meu primeiro salto de BASE e me apaixonei.

Há quanto tempo pratica? Quantos saltos e objetos?
Pratico e esporte há quase 26 anos, tenho 1534 saltos de e não sei quantos objetos diferentes.

Como foi e como é ser mulher no BASE Jump?
É uma pergunta meio difícil de responder, pois é complexa.  Mas no modo geral, como mulheres são uma super minoria nos esportes do paraquedismo e BASE, sempre todo mundo quer ajudar a me ensinar, a dobrar, etc…  por exemplo, com 50 saltos de BASE tive que por o meu pé o chão e fazer que me ensinassem a dobrar ao invés dos guris empacotarem para mim.  Logo, acho que as mulheres, por serem minoria, têm mais regalias que os homens.  Outro aspecto é que como não existia equipamento de BASE quando comecei a saltar, me interessei em fazer equipamentos especializados para o esporte, ganhado então um respeito profissional  tanto no paraquedismo com no BASE Jump.

Sendo mulher encontrou mais dificuldades na prática? O que? Por que?
Não, como mulher foi mais fácil, como disse acima, por sermos parte de uma minoria e também porque os homens querem sempre agradar 🙂

Acha que as mulheres têm alguma particularidade para aprender: Aprendem de maneira diferente?
Eu acho que não.  A grande pena é que as mulheres são somente 6% dos alunos.

O que diria às mulheres que gostariam de começar?
Tenham certeza de aprender com pessoas qualificadas.  Tem gente com experiência, mas sem noção correta do certo ou errado, e pode te colocar em perigo.  Novamente, no caso de ser uma mulher, os guris querem “se fazer”, mas não tem o conhecimento de instrutor, e podem colocar a “aluna” em perigo.  Caso clássico!

E o que diria àquelas que já estão praticando?
Vai em frente e não se prendam com padrões!

Alguma coisa mais que queira dizer?
Fico muito feliz que os brasileiros estão progredindo no esporte de BASE, descobrindo objetos novos no Brasil, mudando a cabeça de que BASE é lenha.  BASE poder ser feito com segurança e esta atitude está aparecendo nos brasileiros. Parabéns!

Saltos na Noruega

About The Author

28 anos, Curitibana de criação, nasceu em São Paulo capital e há três anos mora em Sorocaba, interior. Apaixonada por aventura, pelo BASE Jump e o Paraquedismo. Escalada, Skate, Slack e Highline também fazem sua cabeça, mas acha que o que realmente vale a pena é a descoberta de novos lugares, novas sensações e as boas companhias que essas atividades proporcionam.

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