Quando a Regina, Backpacker do MundoCrux, me mostrou algumas fotos da Krystle Wright eu fiquei fascinado. Logo em seguida acessei o site de Krystle e ficamos impressionados com todas as fotografias que ela faz, principalmente as do BASE Jump. Quis então conhecer mais sobre o trabalho dela que nada mais é que fotografar os esportes mais radicais do mundo. Conseguimos que ela dedicasse pouco do seu tempo para responder algumas perguntas que resultaram nessa entrevista exclusiva ao MundoCrux.

Krystle Wright é australiana e tem 25 anos de idade. Há pouco tempo começou a se dedicar à fotografia, mas sua excelente perspectiva de todas as imagens fizeram seu novo talento crescer rapidamente. Curta as fotos e veja porque ela diz que é viciada no desafio de capturar aquele momento único que ocorre durante uma de suas aventuras.

 

Foto panorâmica de um salto de BASE

Foto panorâmica de um salto de BASE – Fonte: Krystle Wright/Caters News

O que veio antes na sua vida, aventura ou fotografia?

Talvez a fotografia tenha vindo antes. Enquanto crescia, eu sempre fui aventureira, mas em uma escala menor comparada com o que faço hoje. Comecei a tirar fotos de forma mais sérias quando eu tinha 19 anos e logo depois meus sonhos ficaram cada vez maiores.

Como você conseguiu conciliar as duas coisas?
Na verdade é um equilíbrio natural. Fotografar aventura é um desafio real, por isso estou sempre disposta a isso. Eu sou viciada no desafio que é capturar um momento único que ocorre enquanto me aventuro. Tento viajar leve, assim consigo me movimentar por vários lugares para tirar a foto perfeita. O único lado ruim é que nem sempre posso me juntar à aventura em si porque estou sempre focada em capturar a imagem.

Você tem um portifólio impressionante com fotos maravilhosas. Dentre elas, aquelas que te fez famosa no Brasil, foram as do Base Jump. De onde vem essa fascinação por esse esporte?
Eu amo estar envolvida com vários esportes e de alguma forma eu sempre retorno ao Base Jump. Eu admiro os atletas que fotografo e tenho muitos amigos nesse esporte. Amo o desafio que é capturar esse esporte e mostrar as incríveis situações em que eles se colocam.

Você já saltou de Base Jump?
Já fiquei bastante tentada a ir, mas há uma linha muito perigosa quando se mistura a fotografia e o esporte que você fotografa. Montanhismo é um esporte em que você precisa estar envolvido para conseguir fazer boas fotos, mas ainda bem que o seu rítmo é muito mais tranquilo e assim muito mais fácil de se trabalhar. Já o Base Jump é extremamente rápido e inclusiva já houve casos de atletas morrerem por estarem focados mais na fotografia que no salto em si. Além disso, eu não tenho tempo para isso, quem sabe um dia eu encontre tempo suficiente.

Quando você descobriu essa paixão por fotografar saltos?
Acredito que foi no primeiro salto que fotografei em 2007 nas Montanhas Azuis, fora de Sidnei, na Austrália.

Quais esportes você pratica?
Eu adoro o montanhismo e escalada em rochas. Além desses, eu adoro fazer esportes de ocasião, dependendo do lugar que estou, por exemplo: se estou perto do mar, fico faceira em surfar ou remar; se há trilhas por perto eu adoro conhece-las, seja pedalando ou correndo.

Qual foi o maior desafio superado para tirar uma foto? Há alguma história engraçada?
Nem sei por onde começar! Há várias histórias engraçadas e amedrontadoras quando se está tentando tirar aquela imagem. Uma história que vem a cabeça é uma durante uma viagem para escalar na China. Durante nosso dia de descanso, decidimos andar de Mountain Bike e explorar a natureza ao redor. Infelizmente eu me acidentei e caí em uma vala de dois metros. Na queda, bati meus dentes e acabei quebrando o da frente. Foi engraçado terminar a viagem com um buraco no meio da boca. Tinha que beber água por um canudo e havia um assovio quando falava.

O que é liberdade para você?
Liberdade pode ser muitas coisas embora eu realmente a sinta quando estou longe da civilização. Eu curto estar em lugares remotos contemplando a paisagem e a vida selvagem. Mas também chega a um ponto em que eu sinto falta da minha família e amigos, mas gosto demais dos momentos em que estou fora do mundo moderno e me sentindo desconectada. Isso para mim é um tremendo sentimento de liberdade.

Como se sente quando consegue tirar uma foto extraordinária?
É um sentimento maravilhoso. Ter tudo junto no momento exato é muito especial. É ainda melhor quando esse sentimento é transladado para a imagem e inspira quem a vê.

Viajando bastante há a possibilidade de conhecer lugares incríveis, o que você já viu de mais incrível?
Todo lugar que vou é diferente e é difícil resumir em um ponto único. Um dos lugares mais incríveis que já estive incluem o deserto de Moab em Utah, Karakorum, Antartica e muitos outros que não me recordo agora.

O que te inspira?
Eu quero continuar documentando expedições e me tornando cada dia melhor na fotografia. Eu quero continuar trazendo imagens incríveis para as pessoas verem e se inspirarem a ser mais ativas. Esse é um dos grandes motivadores do trabalho que faço. E ainda há muitos lugares que quero conhecer e espero poder documentar lugares que poucas pessoas são capazes de ver.

Você tem algum plano de visitar o Brasil?
Penso em visitar o Brasil em janeiro do próximo ano, terei 3 semanas na América do Sul mas ainda não fechei meu projeto fotográfico.

 

Galeria

Veja aqui o motivo pelo qual a gente curtiu tanto as imagens dela:

About The Author

Mineiro radicado na cidade sorriso que, para quem não conhece, é Curitiba. Com 29 anos de idade, é formado em Engenharia Elétrica pela UFPR. Amante de tudo que envolve a natureza. Seus hobbies são: Paraquedismo, Montanhismo, Corrida, Ciclismo, Escalada (atualmente somente indoor) e principalmente viagens.

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