Machu Picchu é um lugar tão especial e extraordinário que fica até difícil começar a escrever a respeito.  É um santuário Inca próximo a cidade de Cusco, capital do Império Inca (Tawantinsuyu), no Peru. Acredita-se que foi um centro de pesquisas científicas e religiosas no auge do império Inca.

Geografia e História

O santuário fazia parte de um grande império que se estendia desde a Colômbia até o Chile e durou aproximadamente um século (1438 a 1533). Localizaado no vale do Rio Urubamba, no Peru, Machu Pichu está situado em uma montanha a 2.430 metros de altitude. Em seu auge, lá viviam aproximadamente 400 pessoas.

Essa cidade, após a invasão espanhola em Cusco, em 1532, foi sistematicamente perdendo sua força, e por volta do ano de 1570, foi completamente abandonada por todos os seus habitantes. Apesar de estar a apenas 80 km de Cusco, os invasores espanhóis nunca chegaram a encontrá-la, permanecendo intacta até a sua redescoberta em 1911 pelo explorador Hiram Bingham III.

Como visitar?

Há várias forma de se chegar em Machu Picchu, pode-se ir de trem, de carro, a cavalo, de bicicleta ou caminhando. Esta última é a mais recompensadora pois pode-se sentir toda a dimensão e toda energia do Império Inca. Há diversas trilhas que se pode tomar para chegar em Machu Picchu, tal como o Caminho Inca (mais famoso) e a Salkantay. Nessa matéria vamos abordar o Caminho Inca.

Caminho Inca

Acredito que, para ter uma recompensa como visitar Machu Picchu, deve haver algum esforço, um merecimento. O Caminho Inca é justamente isso, o passaporte para poder conhecer o santuário Inca. Por essa trilha passavam todas as pessoas que se dirigiam de Cusco a Machu Picchu e vice versa. Até hoje ela possui um grau de conservação bem alto, apesar das agressões diárias que sofre com o turismo.

A trilha de 42 km, apesar de ser consideravelmente forte, possui belíssimas paisagens e ruínas incríveis que fazem com que você nem perceba o esforço. As ruínas, acredita-se, eram pontos de agrupamentos de viajantes, onde eles podiam descansar para começar a viagem no dia seguinte.

A trilha

Primeiro Dia – Dia do translado, inicia-se a caminhada depois de Ollataytambo por volta das 11:00. A caminhada é fácil, com apenas um subida forte, onde pode-se ver as ruínas de Patallacta. Ao final do dia o acampamento é feito em Huayllabamba.

Segundo Dia – É o dia mais difícil, com aproximadamente 1.000 metros de ascendência. Caminha-se o dia todo até chegar ao passo Wuarmihuañusca (também chamado de Dead Woman pass) a 4.200 m. Depois desce vários degraus até chegar ao acampamento em Pacaymayo.

Terceiro Dia – É o dia da descida. Caminha-se com uma vegetação exuberante e um caminho muito bonito. As ruínas de Runquracay são uma das principais atrações. Ao final do dia o acampamento é em Wiñayhuayna onde há melhores acomodações e é quando há a confraternizações entre os turistas e os guias.
 


 

Quarto Dia –  Começa-se muito cedo porque o objetivo final desse dia de caminhada nada mais é que Machu Picchu. Após poucas horas de caminhada chega-se ao Intipunku (porta do sol). Esse portal era a entrada principal da cidade e a energia desse lugar é simplesmente impressionante. Ao chegar pode-se percorrer toda a extensão de Machu Picchu. Após isso, o retorno até Águas Calientes, depois Ollataytambo e, em seguida, Cusco.
 

Machu Picchu

Aconselho guardar todas as energias possíveis para esse dia. Assim é possível visitar toda a cidade e ainda subir a montanha Huayna Picchu, onde há uma visão privilegiada de Machu Picchu.
 

DICAS

  • O trajeto só pode ser feito com o acompanhamento de um guia autorizado;
  • Os preços variam de acordo com a quantidade de luxo. Basicamente todos os pacotes incluem porteadores, que carregam a comida, a barraca e organizam e preparam tudo com relação ao acampamento (eu paguei U$ 225,00 em 2009);
  • Entram na trilha, no máximo 500 pessoas/dia. Assim, se você quer agendar o passeio para amanhã, você não conseguirá. Então, para verificar qual agência ir ou quando (verificar disponibilidade) acesse o site: http://www.machupicchu.gob.pe/ (vá em consultas e selecione Camino Inka)
  • São muitas agências, portanto, obtenha mais informações no Mochileiros, lá tem vários posts com indicações.
  • Ao agendar o retorno a Cusco, peça para passar a noite em Águas Calientes. Assim você poderá ser o último a sair de Machu Picchu (com o último ónibus).
  • Prepare-se fisicamente. Caminhar 42 km pode não ser tão fácil assim.

 

About The Author

Mineiro radicado na cidade sorriso que, para quem não conhece, é Curitiba. Com 29 anos de idade, é formado em Engenharia Elétrica pela UFPR. Amante de tudo que envolve a natureza. Seus hobbies são: Paraquedismo, Montanhismo, Corrida, Ciclismo, Escalada (atualmente somente indoor) e principalmente viagens.

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7 Responses

  1. Thaise Roth

    Com certeza uma viagem inesquecível! Conhecer águas calientes e a história de “Mapi” é muito interessante.
    Peguei um guia nativo, apaixonado, impressionante os detalhes e o sentimento que existe naquele lugar!

    Tem como aproveitar também (se você sair do Brasil) visitar vários lugares na Bolivia (down hill de bike na estrada da morte em La Paz), lago titicaca em Copacabana.

    Ah já ia esquecendo, reserve uns dias para passear em Cusco, vale muito a pena!

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  2. Karla

    Mineiro,

    Parabéns pela matéria, ao ler estava me sentindo lá…mas ainda vou te perguntar muuuuita coisa!!!! hehhehe

    Beijo grande!

    Responder
  3. Machu Picchu Brasil

    Sem dúvida uma das mais lindas trilhas do mundo, lembrando que destas 500 pessoas são divididos 250 passageiros e 250 são as equipes de apoio, guias e etc. Então faça sua reservas com no minimo 3 meses de antecedência principalmente para aqueles que vão em Maio, junho e julho que necessitam muito mais antecedência. Parabéns pelo site e estamos a disposição para judar no que necessitarem. Um grande abraço.

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