“Sexo frágil??? Ah! Conta outra!!!”

As mulheres têm participado ativamente da política, da economia, do mercado de trabalho, dos esportes em geral e cada vez mais estão presentes nos esportes de aventura.

Rita, Patrícia e Paloma na Gávea - RJ

Rita, Patrícia e Paloma na Gávea – RJ

Quem ainda pensa que mulher tem que praticar esportes de pouco contato, calmos e seguros, bom, acho que é melhor rever os conceitos!

Rita em Itu - SP

Rita em Itu – SP

Na época de escola sempre achei incoerente aquela divisão nas aulas de educação física: meninos de um lado e meninas de outro. Para eles, esportes agitados – podiam correr, gritar, extravasar, enquanto nós meninas praticávamos esporte mais calmos. Confesso que os invejava muito por isso! Sempre achei que as aulas deveriam ser divididas entre tipos de esporte e não por gênero! Mas essa indignação toda era compensada quando chegava em casa. Eu e minhas duas irmãs crescemos cercadas de amigos meninos em sua grande maioria. Jogamos futebol, taco (ou bets como é chamado em Curitiba), brincamos de comandos em ação, pulamos muros e brigamos também! E algumas vezes até saíamos no tapa com eles. Mas aí vem a contradição dessa época, me lembro de como era bom quando alguma menina se tornava nossa vizinha e assim podíamos brincar de ser menina também, brincar de boneca, casinha e o clube da luluzina!

Acho que essa lembrança tem estado presente, pois o momento que passo no esporte me remete exatamente a essa fase.

Rita e Ruy Fernandes em Itu -SP

Rita e Ruy Fernandes em Itu -SP

No BASE, nós mulheres somos minoria e poucas vezes temos companhia feminina no exit point. Como naquela época de criança, são pequenos os detalhes que fazem essa diferença. O ritmo de subida da trilha mais ameno, a maior liberdade para falar sobre dúvidas e medos e até a maneira de comemoração na hora do pouso! Não me entendam mal, não é que eu não goste da companhia masculina no esporte, pelo contrário, ela é ótima e eu a adoro essa ajuda e o apoio da ala masculina é super importante para o meu desenvolvimento e crescimento. Mas até mesmo no BASE, precisamos ser meninas de vez em quando.

Salto de Rita e Patrícia em São Conrado - RJ

Salto de Rita e Patrícia em São Conrado – RJ

Rita e Patrícia em São Conrado - RJ

Rita e Patrícia em São Conrado – RJ

O BASE no Brasil é um esporte muito recente, arrisco-me a dizer que sua história não tem muito mais que 15 anos e nós mulheres  ainda o estamos descobrindo. Existem brasileiras que já saltaram mas não deram continuidade a prática. Existe também uma brasileira que é pioneira no esporte, Marta Empinotti, para mim uma inspiração! Ela fez seu primeiro salto de BASE em 1986 nos Estados Unidos onde mora até hoje, lá ela é sócia da empresa Apex Base e instrutora de BASE Jump.

Mas a realidade brasileira é a seguinte: somos hoje cinco praticantes e duas delas afastadas por um motivo bem especial: a maternidade.

A cada dia tenho descoberto novas sensações, novas nuances do BASE e estarmos juntas nessa caminhada tem me dado muito prazer. Espero que com o crescimento do esporte cada vez mais mulheres e mais mulheres possam dividir a berlinda conosco!

 

Confira abaixo matéria do SPORTV, com Domitila, Paloma, Patricia e Rita:

http://globotv.globo.com/sportv/zona-de-impacto/v/em-sao-conrado-meninas-praticam-o-base-jump-e-saltam-de-predio-de-33-andares/2088410/

Até a próxima sexta-feira…

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28 anos, Curitibana de criação, nasceu em São Paulo capital e há três anos mora em Sorocaba, interior. Apaixonada por aventura, pelo BASE Jump e o Paraquedismo. Escalada, Skate, Slack e Highline também fazem sua cabeça, mas acha que o que realmente vale a pena é a descoberta de novos lugares, novas sensações e as boas companhias que essas atividades proporcionam.

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