Convidamos o backpacker Roland Roderjan, autor do post “Expectativa de Megaswell para o WCT de Fiji 2012”, para um bate-papo sobre fotos aquáticas.
Roland trabalha com direção de arte e, quando não está trabalhando no estúdio, encontra-se em uma das 42 praias de Florianópolis praticando seu maior hobby: a produção fotográfica de surf. Ele nos mandou um texto bacana, onde fala um pouco sobre a produção desse tipo de foto.

Por Roland Roderjan

A magia da foto aquática está em transportar, aqueles que a veem, para dentro da onda. É uma atividade muito bacana e divertida, mas que envolve algumas dificuldades. Afinal, o fotógrafo carrega todo o equipamento estando submerso na água, tomando onda na cabeça e se posicionado bem longe da terra firme.

A primeira questão é: como não arruinar todo o equipamento fotográfico com a água do mar?
Para isso existem caixas-estanques que são produzidas sob encomenda, para cada câmera e lente específica. E é muito aconselhável comprar com alguém que você confie, afinal não deve ser nada bom ver a água entrando na caixa-estanque e levando sua câmera pro beleléu.

Tendo sua câmera bem protegida, resta a atitude e disposição do fotógrafo de colocar os pés de pato e se lançar ao mar rumo à arrebentação. Essa parte pode ser bem penosa, pois quanto maior a onda, mais emocionantes sairão as fotos, mas pior será para o fotógrafo ficar ali embaixo. Se a água estiver gelada então, como muitas vezes está aqui em Floripa, a força de vontade deve ser ainda maior, pois ficar com o corpo todo submerso dá bastante frio.

Já posicionado onde as ondas quebram, o fotógrafo terá que ter tranqüilidade para, ao mesmo tempo em que nada para se manter na superfície e sobreviver à força das ondas, ainda cuidar de todos os pontos básicos da fotografia: enquadrar, focar, ajustar a luminosidade e apertar o gatilho.

O resultado vai depender de diversos fatores como a luz do sol, a qualidade das ondas, a cor do mar e a habilidade do surfista que vai ser fotografado. Obviamente um pouco de sorte também sempre ajuda!

Depois é só publicar em um blog, enviar para um site ou postar no flickr. Se as fotos estiverem realmente boas, dá até pra vender pra alguma revista. Se o objetivo for tirar algum trocado, o que não vai faltar são surfistas querendo comprar suas fotos e marcas querendo fotos de seus atletas. Mas o que vale mesmo é o registro. Tirar fotos dessa maneira não deixa de ser um esporte também, como o surf.

Atualmente eu tiro fotos apenas como diversão, mas já passei um ano inteiro na América Central trabalhando como fotógrafo lambe-lambe nas praias da Costa Rica e do Panamá. Isso, além de muitas imagens e desenvolvimento do profissionalismo, me rendeu também muitas aventuras e amizades.

Pra finalizar, indico aqui um filme muito bom chamado “Dark Side of the Lens” (um dos finalista ao prêmio Vimeo Festival Awards, na categoria Action Sports), que mostra um pouco dessa função toda de tirar fotos dentro d’água, e o quão belo e sombrio isso pode ser. Vale a pena conferir:

 

Texto originalmente publicado no blog do Cafundó Estúdio Criativo.

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Colaboradores que agregam, com sua bagagem de conhecimento e aventura, conteúdo ao site MundoCrux.

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2 Responses

  1. MundoCrux

    Olá Marcelo,
    Infelizmente, não sabemos lhe indicar um específico. Existem várias marcas e sites disponíveis na internet. Tente buscar também em grupos especializados no Facebook, é uma opção para comprar de segunda mão mais barato.

    Responder

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